Sobre a psicóloga
Yrini Constantinidou Mascarenhas
Psicóloga clínica, formada pela Universidade Anhembi Morumbi, e atualmente pós-graduanda em Gestalt-terapia e Psicologia Clínica e Institucional. Atendo adolescentes a partir de 12 anos, adultos e pessoas com 60 anos ou mais, em psicoterapia individual online.
Meu trabalho parte de um olhar integral para cada pessoa, considerando sua história, seu contexto, suas relações e a forma singular como vive e experiencia o mundo.
CRP 06/214660
Trajetória
Como cheguei até aqui
Antes de escolher a Psicologia, eu já tinha uma relação muito forte com a ideia de cuidar, compreender e estar em contato com o outro, embora ainda não soubesse exatamente que isso me levaria até aqui.
Desde a escola, eu me dividia entre duas possibilidades que pareciam muito diferentes: a dança e a Psicologia. A dança sempre fez parte da minha vida e, durante um período, questões médicas me fizeram precisar parar de dançar. O que, naquele momento, parecia apenas uma pausa acabou também abrindo espaço para uma escolha que, de alguma forma, já estava sendo construída dentro de mim.
Entrei na Psicologia com muito amor pela profissão e, ao longo da graduação, esse sentimento só cresceu. Hoje, na pós-graduação, ele continua sendo reafirmado. Gosto de pensar que foi um encontro: eu escolhi a Psicologia, mas talvez ela também tenha me escolhido, ou talvez, tenha me encontrado antes mesmo de eu saber que estava procurando por ela.
O que sempre me atravessou, dentro e fora da Psicologia, foi um certo senso de indignação diante das injustiças e dos sofrimentos que tantas pessoas enfrentam. Acredito que, seja quem for, cada pessoa precisa ter acesso à escuta, ao acolhimento e à possibilidade de se encontrar, ou até de se perder um pouco para se encontrar novamente, sem precisar fazer esse caminho sozinha.
É por isso que acredito na psicoterapia como um encontro. Um espaço em que existe alguém disposto a escutar, acolher, questionar e refletir junto; não para oferecer respostas prontas, mas para construir possibilidades. E essa construção nunca é de uma pessoa só. É uma troca: enquanto acompanho o processo do outro, também estou em constante aprendizado e transformação.
Minha forma de fazer Psicologia também está profundamente ligada à maneira como enxergo o mundo. Não consigo separar o sofrimento de uma pessoa do contexto em que ela vive, das relações que estabelece, das oportunidades que teve ou não teve e das estruturas que atravessam sua vida.
Preconceitos, discriminação, vulnerabilidade, rótulos, tabus e desigualdades também fazem parte daquilo que precisa ser escutado. Para mim, exercer a Psicologia é não permanecer indiferente diante disso: é transformar a escuta em presença, reflexão e, sempre que possível, em ação.
É também por isso que continuo estudando, me questionando e buscando novas formas de compreender o ser humano e o mundo que habitamos.
Acredito no encontro como espaço de transformação: não para dizer ao outro quem ele deve ser, mas para acompanhá-lo na construção de novas possibilidades de existir.
Formação
Formação e qualificação
Onde me formei e onde sigo me formando.
Graduação em Psicologia
Universidade Anhembi Morumbi, formada e registrada no Conselho Regional de Psicologia.
Formação em Gestalt-terapia e Psicologia Clínica e Institucional
Universidade Cruzeiro do Sul, formação clínica na abordagem Gestalten.
Voluntariado - Aprendizado prático - Ambulatório e Psicoterapia em grupo para crianças e adolescentes Trans
Espaço Transcender
Voluntariado - Atendimento individual e supervisionado para pessoas em vulnerabilidade
Associação Alexandre Vian Vieira (AAVV)
Supervisão clínica e formação permanente
Participação regular em supervisão e estudo continuado, prática recomendada para a qualidade e a ética do atendimento clínico.
Trajetória
Experiências que também formaram meu olhar
Ao longo da minha formação, alguns encontros e experiências foram especialmente importantes para construir a psicóloga que sou hoje.
Desde 2024, trabalho com a população LGBTQIAPN+, especialmente no atendimento de pessoas trans. Essa experiência também me levou ao Espaço Transcender, onde atuo voluntariamente junto a uma equipe multidisciplinar no atendimento de crianças e adolescentes trans e suas famílias. Nesse contexto, também participo da condução de um grupo psicoterapêutico, em dupla, voltado para adolescentes de 11 a 14 anos.
A atuação com essa população também abriu espaço para outra dimensão que considero muito importante na Psicologia: a pesquisa. Atualmente, participo de um projeto de pesquisa que está sendo desenvolvido, voltado à produção e coleta de dados sobre a população trans em São Paulo. Para mim, pesquisar também é uma forma de cuidar: produzir conhecimento sobre realidades que muitas vezes são invisibilizadas é contribuir para que essas pessoas sejam compreendidas para além dos estigmas e tenham suas necessidades reconhecidas e seus direitos resguardados.
Outro eixo que atravessa minha formação é o contato com temas relacionados à morte, ao luto e ao suicídio. Durante a graduação, desenvolvi uma iniciação científica voltada à temática da morte e do luto e às contribuições da Psicologia Escolar e Educacional. Na prática profissional, também venho tendo contato com situações de vulnerabilidade e sofrimento intenso.
Faço parte da Associação Alexandre Vian Vieira (AAVV), que atua com pessoas em situação de vulnerabilidade e com demandas relacionadas à ideação suicida, oferecendo acolhimento e psicoterapia breve a partir de uma perspectiva humanista. Essa experiência reforçou em mim a importância de uma Psicologia que saiba acolher o sofrimento com seriedade, responsabilidade e, principalmente, sem julgamentos.
Essas experiências também foram ampliando meu interesse pela Psicologia Social e por tudo aquilo que acontece na fronteira entre indivíduo, sociedade e cultura. Tenho especial interesse por temas como migração, refúgio, inclusão, populações minoritárias e em situação de vulnerabilidade, preconceito e discriminação, políticas públicas e saúde pública, especialmente quando pensamos essas questões em um contexto global.
São caminhos que ainda estou construindo e que fazem parte dos próximos passos que imagino para minha formação. Entre eles, está o desejo de seguir para o mestrado e aprofundar essas questões, ampliando ainda mais a forma como penso a Psicologia e o lugar que quero ocupar dentro dela.
Como eu trabalho
O que você pode esperar de mim
Alguns compromissos que atravessam todo atendimento, independente do tema que você traga.
Escuta sem julgamento
Você não precisa organizar o pensamento antes de falar, nem escolher o que é digno de ser dito. O consultório é um espaço onde aquilo que existe em você pode encontrar lugar para ser escutado.
Sigilo profissional
Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional, conforme as normas do Código de Ética Profissional do Psicólogo. As sessões não são gravadas e seus dados não são compartilhados, respeitando os limites e exceções previstos profissionalmente.
Seu ritmo, sua direção
Não existe um roteiro obrigatório nem um tempo certo para o processo. Você participa ativamente da construção do caminho e pode trazer para cada encontro aquilo que faz sentido para você.
Clareza sobre o processo
Valor, frequência, política de remarcação e limites do atendimento são combinados antes de começarmos. Você saberá o que esperar e pode tirar suas dúvidas ao longo do processo.
Sem promessas de resultado
Psicoterapia não tem garantia de prazo nem de desfecho, e quem promete isso não está sendo honesto com você. O que posso garantir é compromisso técnico, ético e presença no processo.
Encaminhamento quando necessário
Se, em algum momento, eu perceber que você pode se beneficiar de outro tipo de acompanhamento (como psiquiatria, avaliação psicológica ou outra especialidade) vou conversar com você com transparência e, quando necessário, orientar o encaminhamento adequado.
Fora do consultório
Um pouco além do CRP
Antes de ser psicóloga, sou uma pessoa cheia de histórias, interesses, curiosidades e algumas paixões que também dizem muito sobre quem sou.
Cresci em um ambiente muito atravessado pela arte, principalmente pela dança. Passei pelo ballet, jazz, hip hop e, hoje, também faço parte de um grupo de danças gregas, o Zorbás. Acho que essa mistura diz bastante sobre mim: gosto do que é plural, diferente, vivo e cheio de movimento.
A Grécia também faz parte de mim desde antes que eu pudesse escolher. Meus avós maternos e meus tios são gregos, minha mãe cresceu na Grécia e, desde que nasci, vivo entre essas duas culturas. É uma parte da minha história que carrego com muito orgulho.
E sim: muita gente pergunta sobre o meu nome. Yrini significa “paz”. Talvez seja só uma coincidência, mas gosto de pensar sobre o significado que um nome pode carregar.
Sou apaixonada por música, canto, dança, livros, filmes e séries que me tirem um pouco da realidade. Também preciso da natureza na minha vida, de preferência sem sinal, no meio do mato ou, melhor ainda, perto do mar. Gosto de olhar para o céu estrelado, embora isso seja um pouco mais difícil vivendo em São Paulo.
Estar na natureza é uma das formas que encontrei de me reconectar comigo mesma, desacelerar e encontrar a calmaria. E talvez por isso eu também valorize tanto o meu próprio processo de psicoterapia. Psicólogos também são pessoas. Também sentimos, nos frustramos, temos conflitos, precisamos de cuidado e precisamos de espaço para olhar para nós mesmos.
Para mim, cuidar de quem cuida também faz parte da responsabilidade de estar nessa profissão.
Tenho uma verdadeira paixão por conhecer outros lugares, culturas e formas diferentes de viver. Viajar, quando posso, é uma das maneiras que encontro de ampliar meu olhar sobre o mundo, e talvez isso tenha bastante relação com a profissional que quero continuar me tornando.
No fim, acho que sou um pouco de tudo isso: psicóloga, dançarina, filha de duas culturas, curiosa, apaixonada por música, natureza, pessoas e pelo mundo que ainda quero conhecer e construir. E, para quem gosta dessas pequenas curiosidades: sou aquariana, ascendente em aquário e nascida em 2002.
Vamos conversar
Se fez sentido até aqui, o próximo passo é simples
Você me manda uma mensagem, a gente combina um horário e conversa. Sem compromisso de continuar.
Yrini Constantinidou Mascarenhas · Psicóloga · CRP 06/214660